Concentração de partículas finas atingiu 87,6 microgramas por metro cúbico; população deve evitar exercícios intensos ao ar livre
Manaus voltou a registrar presença intensa de fumaça na atmosfera nesta quarta-feira (9). O monitoramento realizado pela Defesa Civil Municipal apontou que a qualidade do ar chegou ao nível classificado como “muito ruim”.
A concentração de partículas finas MP2,5 alcançou 87,6 microgramas por metro cúbico. Essas partículas são pequenas o suficiente para penetrar profundamente no sistema respiratório, aumentando os riscos principalmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardiovasculares.
Origem da fumaça
Segundo a Defesa Civil, a fumaça transportada para Manaus é proveniente de áreas com queimadas localizadas no sul do Amazonas, no norte de Mato Grosso e em Rondônia.
A circulação dos ventos em baixos níveis favoreceu o deslocamento da fumaça até a capital amazonense. A mudança estaria relacionada à passagem de uma frente fria pela região Centro-Sul do país, alterando temporariamente o padrão dos ventos.
Embora Manaus esteja entre os municípios com menor quantidade de focos de incêndio no estado, sua população pode ser afetada por queimadas ocorridas a centenas de quilômetros de distância.
Riscos à saúde
A exposição à fumaça pode provocar ardência nos olhos, irritação na garganta, tosse, falta de ar, dor de cabeça e agravamento de doenças como asma e bronquite.
A recomendação é reduzir o tempo de permanência em ambientes externos, evitar exercícios físicos intensos ao ar livre e manter a hidratação ao longo do dia.
Pessoas que apresentarem dificuldade para respirar, dor no peito, tontura ou piora de doenças preexistentes devem procurar atendimento médico.
Monitoramento continua
A Defesa Civil informou que continuará acompanhando as condições meteorológicas e os índices de qualidade do ar. Novas informações deverão ser divulgadas caso ocorra alteração significativa no cenário.
Denúncias sobre queimadas em Manaus podem ser encaminhadas à Guarda Municipal pelo número 153. Ocorrências envolvendo situações de risco também podem ser comunicadas à Defesa Civil pelo telefone 199.
O avanço da fumaça reforça a preocupação com o período de estiagem e com o impacto das queimadas sobre a saúde da população amazonense.
Redação O Contendor




