Feirantes aguardam obra anunciada desde 2021 e relatam abandono, problemas estruturais e queda nas vendas
A reforma da Feira Municipal do Santo Antônio transformou-se em uma promessa que atravessa as gestões de David Almeida e Renato Junior sem que os trabalhadores tenham recebido uma solução definitiva.
Segundo cobranças feitas na Câmara Municipal de Manaus, a revitalização foi anunciada ainda em novembro de 2021, quando Renato Junior comandava a Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal.
Após um incêndio atingir a feira em dezembro de 2023 e destruir 18 boxes, um novo anúncio indicou que os serviços seriam iniciados imediatamente, com previsão de entrega em maio de 2024. A obra, entretanto, não havia sido iniciada até abril de 2026, conforme denúncia apresentada pelo vereador Rodrigo Guedes.
Os problemas acumulados afetam diretamente os permissionários. Feirantes relatam falta de manutenção, condições estruturais inadequadas e redução no movimento de clientes. A situação compromete a renda de famílias que dependem diariamente do comércio no local.
Recursos indicados
Em janeiro de 2026, foi anunciada a destinação de R$ 2,244 milhões em emenda parlamentar para a reforma da feira. O montante era R$ 544 mil superior ao valor que teria sido solicitado inicialmente para a execução dos serviços.
Mesmo com os anúncios e os recursos indicados, os comerciantes continuam cobrando um cronograma público, transparência sobre o projeto e o começo efetivo da revitalização.
A administração municipal afirma que vem executando um programa de recuperação das feiras e mercados de Manaus. Em julho de 2026, informou ter reformado 33 espaços e prometeu alcançar todas as unidades até o final do atual mandato.
Na Feira do Santo Antônio, porém, a demora mantém os trabalhadores diante do mesmo cenário. Entre promessas, prazos não cumpridos e novos anúncios, os feirantes aguardam uma obra discutida há aproximadamente cinco anos.
Redação O Contendor




