Novas opções de tratamento também contemplam pacientes com doenças renais, inflamações oculares, vasculites e intoxicação por mercúrio
O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliará a oferta de medicamentos para pacientes com doença de Crohn, doença renal crônica, inflamações oculares, vasculites e intoxicação por mercúrio. A medida poderá beneficiar milhares de pessoas em todo o país.
A definição ocorreu durante uma reunião da Comissão Intergestores Tripartite, formada por representantes do Ministério da Saúde, dos estados e dos municípios. Ao todo, foram estabelecidas as responsabilidades para compra e distribuição de nove novas opções de tratamento.
Para pacientes com doença de Crohn, o Ministério da Saúde adquirirá o infliximabe de aplicação subcutânea. A nova apresentação facilita a rotina dos usuários e deverá atender mais de 13,5 mil pessoas com quadros moderados, graves ou com complicações. O investimento previsto chega a R$ 59,1 milhões.
Crianças e adolescentes com uveítes não infecciosas também serão contemplados. O SUS oferecerá metotrexato em comprimidos para quase 3,3 mil jovens, além do medicamento biológico adalimumabe para pacientes com indicação específica.
Pessoas com vasculites associadas a Anca, doenças que provocam inflamações nos vasos sanguíneos, terão acesso a medicamentos utilizados nas fases inicial e de manutenção do tratamento. Entre eles estão ciclofosfamida, rituximabe, metotrexato injetável e azatioprina.
Na área renal, serão destinados R$ 21,1 milhões para a compra de um medicamento utilizado no controle do excesso de potássio no sangue. A estimativa é atender cerca de 4,8 mil pessoas com doença renal crônica em estágio avançado.
O Ministério da Saúde também ficará responsável pela compra centralizada do DMSA, conhecido como Succimer, utilizado em situações de emergência envolvendo intoxicação por mercúrio. Aproximadamente 300 pessoas poderão ser beneficiadas por ano.
A compra e a distribuição dos medicamentos serão divididas entre o Ministério da Saúde e as secretarias estaduais. A chegada dos tratamentos aos pacientes dependerá da organização e implementação da oferta na rede pública de cada estado.




