domingo, setembro 13, 2026
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Lula fora da vitrine: Omar Aziz esconde o presidente da campanha em Manaus

Mesmo apoiado pela federação do PT, candidato do PSD reduz a presença do petista em sua comunicação para evitar o custo eleitoral dessa associação na capital

Apesar de contar com o apoio oficial da Federação Brasil da Esperança⁠, formada por PT, PCdoB e PV, o senador Omar Aziz (PSD), candidato ao Governo do Amazonas, mantém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva longe do primeiro plano de sua campanha em Manaus. Nas peças publicitárias e no material de rua, a imagem do petista praticamente desaparece. Não é um detalhe de comunicação. É cálculo eleitoral.

Manaus continua sendo um terreno difícil para Lula e fortemente marcado pelo bolsonarismo. No segundo turno de 2022, Jair Bolsonaro conquistou 61,28% dos votos válidos na capital amazonense, contra 38,72% do atual presidente.

Quatro anos depois, os levantamentos mostram que essa força política permanece viva. Na pesquisa Action⁠, divulgada em julho, Flávio Bolsonaro apareceu com 43% das intenções de voto em Manaus, contra 38% de Lula. Já o Ipen⁠ apontou empate técnico, com 35,3% para Flávio e 34,5% para o petista. Os números variam, mas convergem em um ponto: Lula não consegue liderar na capital.

A resistência também aparece na rejeição eleitoral. Em levantamento do Instituto Pontual⁠, 49,6% dos eleitores de Manaus afirmaram que não votariam em Lula, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro ficou em 36,8%. Isso não significa que o presidente esteja sem apoio, mas revela o elevado custo eleitoral de transformá-lo em protagonista de uma campanha na cidade.

Diante desse cenário, Omar executa uma operação de equilíbrio: preserva o apoio político da federação petista, mas dilui a presença de Lula na comunicação dirigida ao maior colégio eleitoral do Amazonas.

Omar não rompe com Lula, apenas administra sua visibilidade. Nos bastidores, a aliança permanece. Na vitrine da campanha em Manaus, o presidente desaparece.

Em resumo, Omar tenta ficar com os benefícios do apoio petista sem assumir o desgaste da associação com Lula. É a política do aliado sem fotografia: na composição eleitoral, o presidente serve; na propaganda de rua, torna-se inconveniente.

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