domingo, setembro 13, 2026
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Nos bastidores de 2026: Empresário do Porto de Manaus articula suplência de Alberto Neto ao Senado

Apontado como detentor de um dos serviços logísticos mais criticados do Amazonas, Alessandro Bronze Toniza volta ao centro das negociações eleitorais em cartada silenciosa para o Congresso.

As convenções partidárias começaram oficialmente, mas os movimentos decisivos da eleição de 2026 seguem ocorrendo à sombra dos palanques. No centro de uma das articulações mais delicadas dos bastidores políticos amazonenses está um nome discreto no debate público, porém influente no ecossistema de negócios do estado: o empresário Alessandro Bronze Toniza, concessionário do Porto de Manaus.

A engenharia política ganhou contornos públicos após o empresário e comunicador Ronaldo Tiradentes revelar que Bronze é cotado para ocupar a primeira suplência na chapa do deputado federal Alberto Neto (PL) ao Senado.

Apesar de ainda não confirmada pelas assessorias, a possível composição acendeu o sinal de alerta entre aliados do parlamentar. Em vídeo publicado nas redes sociais, Tiradentes tratou a movimentação com tom de advertência:

“Muito cuidado, Alberto Neto. O Alessandro Bronze é uma figura que não vai agregar absolutamente nada de voto. Pelo contrário, pode tirar muito voto do Alberto Neto, caso isso se confirme. Isso é uma cogitação.”

Poder econômico, crítica popular e conexões em Brasília

Alessandro Bronze comanda o terminal hidroviário mais estratégico da Amazônia — portal por onde passaram mais de 214 mil dos 589 mil passageiros do transporte intermunicipal no Amazonas em 2024, segundo dados da Arsepam. O ativo, no entanto, coleciona críticas históricas de passageiros e comerciantes devido às altas tarifas cobradas e à precarização na prestação do serviço.

As pretensões do empresário não são recentes. Ainda em 2025, o jornalista Hudson Braga adiantara na Coluna do Christo que Bronze desenhava, nos bastidores, sua inserção em uma chapa majoritária.

A aliança ganha ainda mais densidade com a proximidade política entre o concessionário e o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, elemento apontado por analistas como a chave de fiador na costura com Alberto Neto.

A velha tática da vaga de ouro

Se consolidada, a investida de Bronze repete uma manobra histórica na política amazonense: o uso da suplência de Senado como atalho para o poder sem o crivo direto das urnas.

O modelo remonta à trajetória do empresário paulista Gilberto Miranda, que assumiu e exerceu o mandato no Senado entre 1999 e 2007 na condição de suplente de Amazonino Mendes, tornando-se uma das figuras de maior influência no estado à época.

Em pleno início das convenções, o ressurgimento do nome de Alessandro Bronze expõe que a disputa pelas vagas de suplente continua sendo um dos capítulos mais valiosos — e calculados — da engenharia eleitoral no Amazonas.

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