Retorno dos trabalhos na CMM é interrompido por falta de quórum e gera críticas de vereador
O reinício dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Manaus (CMM) durou pouco nesta segunda-feira (3). A primeira sessão plenária após o recesso parlamentar precisou ser suspensa por falta de quórum mínimo para a votação das pautas do dia, cenário provocado pelo esvaziamento do plenário ao longo da manhã — ausência que incluiu o próprio presidente da Casa, Davi Reis (Avante).
Apesar de o painel eletrônico ter contabilizado a presença de 36 parlamentares no início da ordem do dia, a debandada no decorrer da sessão inviabilizou a continuidade das deliberações.
A situação reabriu o debate sobre as regras de assiduidade da Casa. O vereador Rodrigo Guedes (Republicanos) criticou publicamente a mecânica do registro de presença, classificando a prática como imoral por permitir que parlamentares constem como presentes mesmo sem permanecerem no plenário. Guedes ressaltou ainda que a CMM jamais aplicou sanções financeiras ou cortes de ponto aos parlamentares que deixam as sessões prematuramente.
Em resposta às críticas, o corregedor da CMM, Gilmar Nascimento (Avante), declarou que vai monitorar a presença dos pares. Segundo o vereador, embora o rito exija provocação formal, ele pretende alertar a Mesa Diretora e os colegas para garantir o cumprimento dos deveres regimentais.




